Todas as noites são frias na Taverna. Às vezes a neblina engrossa e não vejo o nível do copo de cerveja. Não vejo o que eu escrevi. Por sorte, hoje está tudo bem iluminado. Alguns mosquitos até arriscam um suicídio mirando a lâmpada segura por um fio. Um único fio. A lâmpada balança, pisca, mas continua acesa, a fonte maior de iluminação da taverna, ajudada apenas por tímidas velas escoradas nas paredes.
- Garçom, traz-me minha loira. Vem cá, brinda comigo este primeiro escrito.
O brinde fez derramar cerveja no meu papel e perdi aquele escrito, talvez para sempre. Meu primeiro escrito. Era meu primeiro escrito, agora o primeiro vai ser outro. Não há porque derramar mais nada. Bebemos os nossas acompanhantes.
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Um comentário:
do caralho
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